PARA OS AMANTES DA POESIA











"O poeta é um fingidor,

Finge tão completamente,

que chega a fingir que é dor,

a dor que deveras sente."


Fernando Pessoa

quinta-feira, 16 de junho de 2011

OLOR

Sabores na mente;
Cores no quente;
Flores de gente;
Amores de lente...
Amores no cais;
Cores no mais;
Flores de astrais;
Sabores de sais...
Sabores no amor;
Cores de flor;
Amores de dor;
Flores de cor...
Flores de Rio;
Amores de abril;
Sabores de frio;
Cores de anil...

Sepultura Mítica

Uma fantástica história,
No paradoxo da mente;
De som, calor e glória,
E assim, de repente...
Encontrei!
Uma fotografia mítica,
No marítimo espiral;
De um ser sem crítica,
E, sem nada especial...
Velei!
Uma idéia vaporosa,
No encontro dos fusos;
De uma imagem calorosa,
E, pensamentos confusos...
Deixei!
Uma decorosa sepultura,
No cemitério dos mitos;
De dor amor e cultura,
E, seguindo meus ritos...
Sepultei!

Faz

Faz só,
Faz Óh!
Faz nó,
Faz!
Faz sem,
Faz com,
Faz bom,
Faz!
Faz sim,
Faz fim,
Faz "in",
Faz!
Faz Ah!
Faz cá,
Faz lá,
Faz!
Faz-se,
Faz-me,
Faz-te,
Faz!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

AZ

Belas, as estrelas orientais,
Dos mares meridionais,
Que navegas sempre mais,
Olha o céu e os sinais!

Paralelo sul do cais,
Um porto de amor e ais,
Um sonho sem reais,
Retocas a tua paz!

À procura dos sinais
De fogo e temporais
Onde nasce e onde jaz,
Tudo que te faz!

Ponto Ge

Você é o sal do mar e o sol da terra;
É estrela da vida e da guerra;
Você é errante, um bom amante!
Já viu bastante!
Você é estrangeiro, um forasteiro...
Um brasileiro!
Você é horizonte e fuso,
Que domina o luso!
Você é simples e profundo,
De lago ou mar do mundo!
Você é café, pão e manhã,
É um sorriso, um beijo, um afã!

Poesia

Poesia não chora,
E faz chorar;
Porque
Te decora!

Poesia não ama,
E faz amar;
Porque
Te inflama!

Poesia não sente,
E faz sentir:
Porque
Te mente!

domingo, 5 de junho de 2011

ONÍRICO

É NO DESCANSO PROFUNDO,
QUE VEJO TODO MEU MUNDO,
DO LIMPO, SUJO E IMUNDO...
UM CAMPO MINADO E SEM FUNDO!
MERGULHO E VOLTO - AFUNDO!
E QUANDO ACORDO, FECUNDO!

Espirais


Foi aquela canção que ouvi,
Que me fez ver abertamente,
Todos os moinhos de vento,
Que giram pela sua mente!

E como espirais de infinitos,
Lá nos anéis de Saturno,
Circulam feixes luminosos,
Marcando o tempo taciturno!

São também os carrosséis,
No parque alegres a rodar,
E como os balões de carnaval,
Alegóricos no céu a brilhar!

E nos relógios que marcam tempo,
Relativas vidas circulam,
Giram, andam, voam, retornam...
Fazem ciclos que se regulam!