Por onde anda o Poeta?
Sumiu...
Virou atleta!
Fugiu...
Estava alerta!
Pra onde foge um Poeta?
Foge pra longe...
Na lua aberta!
Corre do monge...
Na rua certa!
De quem foge o Poeta?
Ninguém sabe...
Uma coisa esperta!
Alguém cabe...
Na descoberta!
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Dia e Dia
Tem dia, que tudo é poesia,
E cada coisa escrita, é fantasia,
Cada verso meu, uma alegria!
Tem dia, que tudo é saudade,
E cada coisa escrita, é realidade,
Cada verso meu, uma verdade!
Tem dia, que tudo é engrenagem,
E cada coisa escrita, é bagagem,
Cada verso meu, uma passagem!
Tem dia, que tudo é latência,
E cada coisa escrita, é essência,
Cada verso meu, uma sequência!
Tem dia, que tudo é surreal,
E cada coisa escrita, é anormal,
Cada verso meu, uma moral!
Tem dia, que tudo é poema,
E cada coisa escrita é fonema,
Cada verso meu, um teorema!
E cada coisa escrita, é fantasia,
Cada verso meu, uma alegria!
Tem dia, que tudo é saudade,
E cada coisa escrita, é realidade,
Cada verso meu, uma verdade!
Tem dia, que tudo é engrenagem,
E cada coisa escrita, é bagagem,
Cada verso meu, uma passagem!
Tem dia, que tudo é latência,
E cada coisa escrita, é essência,
Cada verso meu, uma sequência!
Tem dia, que tudo é surreal,
E cada coisa escrita, é anormal,
Cada verso meu, uma moral!
Tem dia, que tudo é poema,
E cada coisa escrita é fonema,
Cada verso meu, um teorema!
domingo, 25 de dezembro de 2011
A beleza Tua (réplica)
A beleza que te dói
é teu olhar,
É incerteza que corrói
o teu salar!
A beleza que te prende
é teu querer,
É dureza que surpreende
até teu ser!
A beleza que te ofusca
é teu sentir,
É crueza que faísca
o teu sorrir!
A beleza que te chama
é teu calor,
É leveza que inflama
a tua cor!
é teu olhar,
É incerteza que corrói
o teu salar!
A beleza que te prende
é teu querer,
É dureza que surpreende
até teu ser!
A beleza que te ofusca
é teu sentir,
É crueza que faísca
o teu sorrir!
A beleza que te chama
é teu calor,
É leveza que inflama
a tua cor!
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Semana
Uma semana de inspiração,
Me deste,
Uma perfeita conspiração,
Fizeste!
Uma semana de luz,
Me deste,
Uma perfeita paz,
Criaste!
Uma semana de alegria,
me deste,
Uma perfeita euforia
Sentiste!
Uma semana de Catalúnia,
Me deste,
Uma perfeita calúnia,
Pensaste!
Uma semana de memória,
Me deste,
Uma perfeita glória
Sonhaste!
Me deste,
Uma perfeita conspiração,
Fizeste!
Uma semana de luz,
Me deste,
Uma perfeita paz,
Criaste!
Uma semana de alegria,
me deste,
Uma perfeita euforia
Sentiste!
Uma semana de Catalúnia,
Me deste,
Uma perfeita calúnia,
Pensaste!
Uma semana de memória,
Me deste,
Uma perfeita glória
Sonhaste!
Se eu, se tu...
Se tu és vulcão
E eu terremoto,
Lava o coração,
E tu maré-morto!
Se tu és carangueijo
E eu um carneiro,
Selo com beijo,
E tu mar inteiro!
Se tu és da lua
E eu sou de marte,
Brilho tua rua,
E tu guerra à parte!
E eu terremoto,
Lava o coração,
E tu maré-morto!
Se tu és carangueijo
E eu um carneiro,
Selo com beijo,
E tu mar inteiro!
Se tu és da lua
E eu sou de marte,
Brilho tua rua,
E tu guerra à parte!
Elemento FOGO
Fogo que arde,
Fogo que banha, borbulhas de fogo!
Fogo que cria,
Fogo que doma, dominados de fogo!
Fogo que emana,
Fogo que flama, faíscas de fogo!
Fogo que gera,
Fogo que habita, halos de fogo!
Fogo que imerge,
Fogo que jorra, jatos de fogo!
Fogo que lava,
Fogo que mata, matas de fogo!
Fogo que nutre,
Fogo que oscila, ondas de fogo!
Fogo que prende,
Foque que queima, queimadas de fogo!
Fogo que rompe,
Fogo que sobe, solares de fogo!
Fogo que torra,
Fogo que uiva, usinas de fogo!
Fogo que vence,
Fogo que xeque, xeque-mate de fogo!
Fogo que zingra, zodíacos de fogo!
Amor Virtual
Um amor virtual,
Anormal!
Um amor exótico,
Robótico!
Um amor de imagens,
Mensagens!
Um amor de sentidos,
Contidos!
Um amor de opostos,
Impostos!
Um amor sem igual,
Cerebral!
Um amor informático,
Telepático!
Um amor transcendente,
Ardente!
Um amor kilométrico,
Simétrico!
Um amor faraônico,
Lacônico!
Um amor moderno,
Eterno!
Um amor sem fronteiras,
Porteiras!
Um amor platônico,
Atônito!
Um amor veloz,
Atroz!
Um amor estético,
Atlético!
Um amor irreal,
Surreal!
Um amor sem cama,
Drama!
Um amor do além,
Alguém!
Um amor mental,
verbal!
Um amor de outro mundo,
Profundo!
Um amor impossível,
Incrível!
Anormal!
Um amor exótico,
Robótico!
Um amor de imagens,
Mensagens!
Um amor de sentidos,
Contidos!
Um amor de opostos,
Impostos!
Um amor sem igual,
Cerebral!
Um amor informático,
Telepático!
Um amor transcendente,
Ardente!
Um amor kilométrico,
Simétrico!
Um amor faraônico,
Lacônico!
Um amor moderno,
Eterno!
Um amor sem fronteiras,
Porteiras!
Um amor platônico,
Atônito!
Um amor veloz,
Atroz!
Um amor estético,
Atlético!
Um amor irreal,
Surreal!
Um amor sem cama,
Drama!
Um amor do além,
Alguém!
Um amor mental,
verbal!
Um amor de outro mundo,
Profundo!
Um amor impossível,
Incrível!
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Substrato
A confissão mais espontânea,
A sensação mais litorânea,
De confusão contemporânea!
De dizer, por tão idônea...
A tradução mais misteriosa,
A provação mais criteriosa,
De alusão a toda prosa!
De sentir, por tão dolosa...
A sedução mais cerebral,
A condição mais animal,
De coração imaterial!
De saber, por tão normal...
A solução mais eloquente,
A produção mais convincente,
De posição tão envolvente!
De romper, por tão somente...
A sensação mais litorânea,
De confusão contemporânea!
De dizer, por tão idônea...
A tradução mais misteriosa,
A provação mais criteriosa,
De alusão a toda prosa!
De sentir, por tão dolosa...
A sedução mais cerebral,
A condição mais animal,
De coração imaterial!
De saber, por tão normal...
A solução mais eloquente,
A produção mais convincente,
De posição tão envolvente!
De romper, por tão somente...
Nada
Nada que se diga,
Diga-se de nada!
Nada que se siga,
Fica a desamada!
Verdade que é briga,
Brilha a desalmada,
A calma de guria,
A mulher alucinada!
Fala de Maria
Andar de mal-amada!
Porte de Sofia,
Voz aveludada!
Nada que se diga,
De tudo que é nada!
Diga-se de nada!
Nada que se siga,
Fica a desamada!
Verdade que é briga,
Brilha a desalmada,
A calma de guria,
A mulher alucinada!
Fala de Maria
Andar de mal-amada!
Porte de Sofia,
Voz aveludada!
Nada que se diga,
De tudo que é nada!
sábado, 19 de novembro de 2011
Senão
Se não tivéssemos errado tanto...
Se não tivéssemos amado tanto...
Se não tivéssemos tentado tanto...
Estaríamos lá, no mesmo lugar!
Se não tivéssemos caído,
Se não tivéssemos sofrido,
Se não tivéssemos banido,
Estaríamos até hoje, sem sonhar!
Se não tivéssemos amado tanto...
Se não tivéssemos tentado tanto...
Estaríamos lá, no mesmo lugar!
Se não tivéssemos caído,
Se não tivéssemos sofrido,
Se não tivéssemos banido,
Estaríamos até hoje, sem sonhar!
Se te vejo
É necessário que te veja,
mesmo que não seja,
Pra te amar!
É necessário que te veja,
mesmo que seja,
Pra te beijar!
É necessário que te veja,
mesmo que não seja,
Pra te lembrar...
que não é necessário que te veja,
mesmo que não seja!
mesmo que não seja,
Pra te amar!
É necessário que te veja,
mesmo que seja,
Pra te beijar!
É necessário que te veja,
mesmo que não seja,
Pra te lembrar...
que não é necessário que te veja,
mesmo que não seja!
domingo, 13 de novembro de 2011
Sunshine
I´m the Sunshine,
Sun without shine;
I´m not fine,
You´re not fine,
I´m still the line;
The swamp´s line;
And I can´t find,
what I want to find...
In your kind mind,
I don´t mind,
Yours or mine!
Sun without shine;
I´m not fine,
You´re not fine,
I´m still the line;
The swamp´s line;
And I can´t find,
what I want to find...
In your kind mind,
I don´t mind,
Yours or mine!
Lá e cá
O rio é nosso espelho,
Deste lado de cá, te quero!
Do outro lado de lá, me cobres,
O prazer é nossa alegria,
Deste lado de cá, te espero!
Do outro lado de lá, descobres,
Os livros, a nossa fantasia,
Deste lado de cá, te leio!
Do outro lado de lá, me entorpes.
Deste lado de cá, te quero!
Do outro lado de lá, me cobres,
O prazer é nossa alegria,
Deste lado de cá, te espero!
Do outro lado de lá, descobres,
Os livros, a nossa fantasia,
Deste lado de cá, te leio!
Do outro lado de lá, me entorpes.
Meias Palavras
O que há de ti em mim?
Tudo enfim...
Até o fim...
Ou não, ou sim!
O que falta de mim em ti?
Há o que parti!
Metade até senti...
E a outra que menti!
Tudo enfim...
Até o fim...
Ou não, ou sim!
O que falta de mim em ti?
Há o que parti!
Metade até senti...
E a outra que menti!
Sinto,
Não minto,
Finto!
Descanso,
Não canso,
Avanço!
Proponho,
Não ponho,
Sonho!
Decoro,
Não coro,
Choro!
Mostro,
Não mostro,
Rastro!
Giro,
Não piro,
Miro!
Penso,
Não tenso,
Senso!
Invento,
Não tento,
Vento!
Odeio,
Não leio,
Creio!
Separo,
Não paro,
Imparo!
Reluto,
Não luto,
Culto!
Corro,
Não morro,
Socorro!
Não minto,
Finto!
Descanso,
Não canso,
Avanço!
Proponho,
Não ponho,
Sonho!
Decoro,
Não coro,
Choro!
Mostro,
Não mostro,
Rastro!
Giro,
Não piro,
Miro!
Penso,
Não tenso,
Senso!
Invento,
Não tento,
Vento!
Odeio,
Não leio,
Creio!
Separo,
Não paro,
Imparo!
Reluto,
Não luto,
Culto!
Corro,
Não morro,
Socorro!
Indiferente
Não te surpreendo,
Não te toco,
Não me compreendo,
É um sufoco!
Não te manejo,
Não te domino,
Não me revejo,
É um ferino...
Não te capturo,
Não te atormento,
Não te seguro,
É um lamento!
Não te encanto,
Não te ilumino,
Não te espanto,
É um menino...
Não te toco,
Não me compreendo,
É um sufoco!
Não te manejo,
Não te domino,
Não me revejo,
É um ferino...
Não te capturo,
Não te atormento,
Não te seguro,
É um lamento!
Não te encanto,
Não te ilumino,
Não te espanto,
É um menino...
terça-feira, 8 de novembro de 2011
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Loucura
Quando bate uma loucura,
De um desejo bem maior,
Ou...
De um momento de ternura,
De um algo bem melhor,
Fala a carne, uma fissura!
Não há certo nem pior!
De um desejo bem maior,
Ou...
De um momento de ternura,
De um algo bem melhor,
Fala a carne, uma fissura!
Não há certo nem pior!
sábado, 22 de outubro de 2011
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
sábado, 15 de outubro de 2011
Emoçãox Razão
Sinto, logo existo!
E, é nisso
Que eu insisto!
É na emoção,
Que eu invisto!
E, se eu penso
Sobre isso
Já há razão,
No que é visto!
Não é emoção,
O que eu avisto!
E, é nisso
Que eu insisto!
É na emoção,
Que eu invisto!
E, se eu penso
Sobre isso
Já há razão,
No que é visto!
Não é emoção,
O que eu avisto!
sábado, 8 de outubro de 2011
HOLOGRÁFICA(MENTE)
A poesia que te dedico,
É sempre minha!
E, de fato,
é uma grande mentira,
Essa linha!
No fundo da poesia,
A fantasia é dialética!
É sempre uma alegoria,
de uma idéia,
Quase patética!
É desfragmentar até,
O mínimo sinal!
É um pensar subatômico,
de um instinto,
Ainda verbal!
É dizer e desdizer,
O absoluto inefável!
Voltar à origem de tudo,
de ir ao limite,
Do impenetrável!
INSÔNIA
Num silêncio taciturno
De um cadente noturno,
Pássaro que canta,
Seu canto soturno,
Mas não me encanta,
Nem imanta, o turno!
Num silêncio sepulcral,
De um repente madrigal,
Pássaro que lança,
Seu canto triunfal,
Mas não me amansa,
Nem avança, o litoral!
Num silêncio impuro,
De um regente obscuro,
Pássaro que exclama,
Seu canto escuro,
Mas não me inflama,
Nem clama, o puro!
De um cadente noturno,
Pássaro que canta,
Seu canto soturno,
Mas não me encanta,
Nem imanta, o turno!
Num silêncio sepulcral,
De um repente madrigal,
Pássaro que lança,
Seu canto triunfal,
Mas não me amansa,
Nem avança, o litoral!
Num silêncio impuro,
De um regente obscuro,
Pássaro que exclama,
Seu canto escuro,
Mas não me inflama,
Nem clama, o puro!
Estribilho para meu filho
Dorme, meu filho,
Estou aqui, por ti...
A escrever
Este estribilho!
Dorme, meu filho,
Estou sem sono, sem dono...
A enfeitar
Este estribilho!
Dorme, meu filho,
Estou aberta, em alerta...
A refazer
Este estribilho!
Dorme, meu filho,
Estou em alta, e falta,
Eu terminar
Este estribilho!
Estou aqui, por ti...
A escrever
Este estribilho!
Dorme, meu filho,
Estou sem sono, sem dono...
A enfeitar
Este estribilho!
Dorme, meu filho,
Estou aberta, em alerta...
A refazer
Este estribilho!
Dorme, meu filho,
Estou em alta, e falta,
Eu terminar
Este estribilho!
Vídeo-verso
Dos meus neurônios?
Pergunte aos meus hormônios,
E também aos feromônios...
Aos anjos e demônios!
Dos meus sentidos?
Pergunte aos meus partidos,
E também aos meus sortidos...
Aos desnudos e vestidos!
Dos meus amores?
Pergunte aos meus senhores,
E também aos meus tumores...
Aos fatos e fatores!
Dos meus desejos?
Pergunte aos meus ensejos,
E também aos meus lampejos...
Aos leões e carangueijos!
Dos meus sintomas?
Pergunte aos meus idiomas,
E também aos axiomas...
Aos perversos e sodomas!
Dos meus mitos?
Pergunte aos meus ditos,
E também aos meus ritos...
Aos queridos e malditos!
Dos meus prazeres?
Pergunte aos meus quereres,
E também aos meus dizeres...
Aos devidos e deveres!
Dos meus instintos?
Pergunte aos meus famintos,
E também aos meus extintos...
Aos destros e distintos!
Dos meus poemas?
Pergunte aos meus fonemas,
E também aos meus edemas...
Aos doidos e dilemas!
Pergunte aos meus hormônios,
E também aos feromônios...
Aos anjos e demônios!
Dos meus sentidos?
Pergunte aos meus partidos,
E também aos meus sortidos...
Aos desnudos e vestidos!
Dos meus amores?
Pergunte aos meus senhores,
E também aos meus tumores...
Aos fatos e fatores!
Dos meus desejos?
Pergunte aos meus ensejos,
E também aos meus lampejos...
Aos leões e carangueijos!
Dos meus sintomas?
Pergunte aos meus idiomas,
E também aos axiomas...
Aos perversos e sodomas!
Dos meus mitos?
Pergunte aos meus ditos,
E também aos meus ritos...
Aos queridos e malditos!
Dos meus prazeres?
Pergunte aos meus quereres,
E também aos meus dizeres...
Aos devidos e deveres!
Dos meus instintos?
Pergunte aos meus famintos,
E também aos meus extintos...
Aos destros e distintos!
Dos meus poemas?
Pergunte aos meus fonemas,
E também aos meus edemas...
Aos doidos e dilemas!
Madrugada
COM A MADRUGADA,
VEM TAMBÉM
A CEFALGIA,
UMA ORGIA DESREGRADA!
COM A MADRUGADA,
VEM TAMBÉM
A POESIA,
UMA FANTASIA EMPREGADA!
VEM TAMBÉM
A CEFALGIA,
UMA ORGIA DESREGRADA!
COM A MADRUGADA,
VEM TAMBÉM
A POESIA,
UMA FANTASIA EMPREGADA!
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Diga a todos...
Diga a todos,
Que é tua!
O poema, o corpo,
E a nua!
Diga a todos,
E à Lua,
A poesia,
Que é crua!
Diga a todos,
À rua,
Da linda letra,
Que atua!
Que é tua!
O poema, o corpo,
E a nua!
Diga a todos,
E à Lua,
A poesia,
Que é crua!
Diga a todos,
À rua,
Da linda letra,
Que atua!
domingo, 2 de outubro de 2011
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
MAR-A-AMAR
Como é bom te amar,
E te ter ao mar,
Amar, com mar, ou amar...
Mar de amor, de amar o mar!
Do mar, do amor, que ama,
Quem ama o mar, ou ama,
O amar!
E te ter ao mar,
Amar, com mar, ou amar...
Mar de amor, de amar o mar!
Do mar, do amor, que ama,
Quem ama o mar, ou ama,
O amar!
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
MITO
Quando se mata um mito,
Mata-se também o rito,
Ritua-se o infinito!
Quando se mata um amor,
Mata-se também o sabor,
Saboreia-se o rancor!
Quando se mata a ida,
Mata-se também a vinda,
Vindo-se além da vida!
Quando se mata a fonte,
Mata-se também a ponte,
Pontua-se o horizonte!
Quando se mata a dor,
Mata-se também a cor,
Colora-se o desamor!
Quando se mata a paz,
Mata-se também a luz,
Ilumina-se e jaz!
Mata-se também o rito,
Ritua-se o infinito!
Quando se mata um amor,
Mata-se também o sabor,
Saboreia-se o rancor!
Quando se mata a ida,
Mata-se também a vinda,
Vindo-se além da vida!
Quando se mata a fonte,
Mata-se também a ponte,
Pontua-se o horizonte!
Quando se mata a dor,
Mata-se também a cor,
Colora-se o desamor!
Quando se mata a paz,
Mata-se também a luz,
Ilumina-se e jaz!
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Poema Circular
Palavra que roda, roda
de lá pra cá,
dali pra lá...
te pega desprevenido,
quando vê já está lendo,
o poema distraído...
é uma hora sem espera,
uma espera calculada,
estás ali a procurar,
algo que seja nada.
O nada que te fala,
de tudo que conhece,
ás vezes é de amor,
e às vezes uma prece!
É muito bom que tu saibas
que ao sair daqui, apressado,
já estarás esquecendo...
estes versos poemados...
No entanto, se entrares,
aqui, comigo de novo,
lembra que fiz poema,
Para ti e para o povo!
Sandman
De te ouvir soluçante... foi!
De pesar, dor e ira...
Arfante ardia à alma, e foi!
De literata música, de lira!
Por me saber pulsante...foi!
Por mais triste o que vira...
Suplicante flagelo à dor, e foi!
De ser nada, nem fogo, nem pira!
Sem presença minha, deslizante... foi!
Sem culpa e medo, expira...
Distante morria à vida, e foi!
De perversa arma, que mira!
De pesar, dor e ira...
Arfante ardia à alma, e foi!
De literata música, de lira!
Por me saber pulsante...foi!
Por mais triste o que vira...
Suplicante flagelo à dor, e foi!
De ser nada, nem fogo, nem pira!
Sem presença minha, deslizante... foi!
Sem culpa e medo, expira...
Distante morria à vida, e foi!
De perversa arma, que mira!
terça-feira, 2 de agosto de 2011
ACRÍTICA
ANDO PELOS ABISMOS,
VISITO HADES,
VOLTO AO OLIMPO,
VEJO VERDADES...
ME ENCANTA O INFERNO,
VELEJO NA LAMA,
VIVO AVENTURAS,
CAIO DA CAMA...
SONHO DO AVESSO,
VENERO DEMÔNIOS,
VISTO CABRESTO,
VENDO NEURÔNIOS!
VISITO HADES,
VOLTO AO OLIMPO,
VEJO VERDADES...
ME ENCANTA O INFERNO,
VELEJO NA LAMA,
VIVO AVENTURAS,
CAIO DA CAMA...
SONHO DO AVESSO,
VENERO DEMÔNIOS,
VISTO CABRESTO,
VENDO NEURÔNIOS!
PESADELO
Esta noite...
Vi teus fantasmas,
Vi tua face de horror
E, nesta noite...
Velando teus medos,
Aplaquei minha dor!
Esta noite...
Ouvi teus gritos,
Ouvi teu falar de rancor,
E, nesta noite...
Secando tuas lágrimas,
Afrouxei meu pavor!
Esta noite...
Vim te dar paz,
Vim embalar teu terror,
E, nesta noite...
Sonhando teus sonhos,
Abracei meu amor!
Paradoxo
Em tantas verdades
Me transfiguro,
São só amenidades
Do obscuro!
Fatos e poucas maldades
Quereres no escuro,
Tabus e piedades
Que me seguro!
Atos vis de saudades
Atrás do muro,
De tais vaidades
Tão só me curo!
Me transfiguro,
São só amenidades
Do obscuro!
Fatos e poucas maldades
Quereres no escuro,
Tabus e piedades
Que me seguro!
Atos vis de saudades
Atrás do muro,
De tais vaidades
Tão só me curo!
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Modus
É de cruel e perfídia
Que se desvenda,
Palavra crua, mansa...
Ou de tudo que se renda,
Uma música sem dança!
É de apropriação e credo
Que se assegura,
Lugar comum, remanso...
Ou de tudo que se figura,
Uma vida sem avanço!
É de consenso e inconsciente
Que se reflete,
Sentimento puro, aceito...
Ou de tudo que se compete,
Uma incidência sem efeito!
Que se desvenda,
Palavra crua, mansa...
Ou de tudo que se renda,
Uma música sem dança!
É de apropriação e credo
Que se assegura,
Lugar comum, remanso...
Ou de tudo que se figura,
Uma vida sem avanço!
É de consenso e inconsciente
Que se reflete,
Sentimento puro, aceito...
Ou de tudo que se compete,
Uma incidência sem efeito!
quarta-feira, 20 de julho de 2011
AMIGOS
Um dia... escreverei
A cada amigo,
Do breve ao eterno,
E saberão o que digo!
Falarei de lembranças
A cada amigo,
Das fortes e mansas,
E saberão o que digo!
Recitarei um poema
A cada amigo,
E a cada verso,
Saberão o que digo!
Um dia... darei
A cada amigo,
O dizer mais bonito,
E saberão o que digo!
A cada amigo,
Do breve ao eterno,
E saberão o que digo!
Falarei de lembranças
A cada amigo,
Das fortes e mansas,
E saberão o que digo!
Recitarei um poema
A cada amigo,
E a cada verso,
Saberão o que digo!
Um dia... darei
A cada amigo,
O dizer mais bonito,
E saberão o que digo!
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Se...
Se isolada fosse... doce!
Se triste choro... coro!
Se quente a chama... cama!
Se belo o dia... ia!
Se fosse amor... dor!
Se não tivesse... prece!
Se me esquecesse... lesse!
Se te sonhava... lava!
Se me escrevia... dia!
Se tem lembrança... mansa!
Se existe ainda... finda!
Se é infinito... mito!
Se tudo certo... perto!
Se é só pra ti... si!
Se é só pra mim... fim!
Se triste choro... coro!
Se quente a chama... cama!
Se belo o dia... ia!
Se fosse amor... dor!
Se não tivesse... prece!
Se me esquecesse... lesse!
Se te sonhava... lava!
Se me escrevia... dia!
Se tem lembrança... mansa!
Se existe ainda... finda!
Se é infinito... mito!
Se tudo certo... perto!
Se é só pra ti... si!
Se é só pra mim... fim!
Instinto
É só instinto,
É bicho!
Minto!
E víscera,
Intrínseca!
Extinto...
É só verbal,
É verbo!
Sinto!
É úlcera,
É arco-íris!
Tinto!
É bicho!
Minto!
E víscera,
Intrínseca!
Extinto...
É só verbal,
É verbo!
Sinto!
É úlcera,
É arco-íris!
Tinto!
Ross´poem
Queres o poema dos sonhos?
Porque é fantasia!
Mas se não sonhar,
Não tem alegria!
Queres o poema do amor?
Porque é sublime!
Mas se não amar,
Não há o que reprime!
Queres o poema da vida?
Porque é bela!
Mas se não viver,
Não pode tê-la!
Porque é fantasia!
Mas se não sonhar,
Não tem alegria!
Queres o poema do amor?
Porque é sublime!
Mas se não amar,
Não há o que reprime!
Queres o poema da vida?
Porque é bela!
Mas se não viver,
Não pode tê-la!
Alegria
Daqui pra frente,
E sempre,
E todo dia;
Viverei só alegria!
A alegria da vida...
De acordar e ter o sol,
De sentir o ar e o céu...
De provar o sal da vida!
De chuva mansa,
Sem chorar despedida!
E começo o começo
Com um novo arremesso
O da Alegria!
Daqui pra frente,
E sempre,
E todo dia;
O sonho da vida...
A vida vivida
A certeza da ida,
E, se houver adeus,
Na partida...
Que seja mais um ciclo
De Vida e Alegria!
E sempre,
E todo dia;
Viverei só alegria!
A alegria da vida...
De acordar e ter o sol,
De sentir o ar e o céu...
De provar o sal da vida!
De chuva mansa,
Sem chorar despedida!
E começo o começo
Com um novo arremesso
O da Alegria!
Daqui pra frente,
E sempre,
E todo dia;
O sonho da vida...
A vida vivida
A certeza da ida,
E, se houver adeus,
Na partida...
Que seja mais um ciclo
De Vida e Alegria!
quinta-feira, 16 de junho de 2011
OLOR
Sabores na mente;
Cores no quente;
Flores de gente;
Amores de lente...
Amores no cais;
Cores no mais;
Flores de astrais;
Sabores de sais...
Sabores no amor;
Cores de flor;
Amores de dor;
Flores de cor...
Flores de Rio;
Amores de abril;
Sabores de frio;
Cores de anil...
Cores no quente;
Flores de gente;
Amores de lente...
Amores no cais;
Cores no mais;
Flores de astrais;
Sabores de sais...
Sabores no amor;
Cores de flor;
Amores de dor;
Flores de cor...
Flores de Rio;
Amores de abril;
Sabores de frio;
Cores de anil...
Sepultura Mítica
Uma fantástica história,
No paradoxo da mente;
De som, calor e glória,
E assim, de repente...
Encontrei!
Uma fotografia mítica,
No marítimo espiral;
De um ser sem crítica,
E, sem nada especial...
Velei!
Uma idéia vaporosa,
No encontro dos fusos;
De uma imagem calorosa,
E, pensamentos confusos...
Deixei!
Uma decorosa sepultura,
No cemitério dos mitos;
De dor amor e cultura,
E, seguindo meus ritos...
Sepultei!
Faz
Faz só,
Faz Óh!
Faz nó,
Faz!
Faz sem,
Faz com,
Faz bom,
Faz!
Faz sim,
Faz fim,
Faz "in",
Faz!
Faz Ah!
Faz cá,
Faz lá,
Faz!
Faz-se,
Faz-me,
Faz-te,
Faz!
Faz Óh!
Faz nó,
Faz!
Faz sem,
Faz com,
Faz bom,
Faz!
Faz sim,
Faz fim,
Faz "in",
Faz!
Faz Ah!
Faz cá,
Faz lá,
Faz!
Faz-se,
Faz-me,
Faz-te,
Faz!
quarta-feira, 8 de junho de 2011
AZ
Belas, as estrelas orientais,
Dos mares meridionais,
Que navegas sempre mais,
Olha o céu e os sinais!
Paralelo sul do cais,
Um porto de amor e ais,
Um sonho sem reais,
Retocas a tua paz!
À procura dos sinais
De fogo e temporais
Onde nasce e onde jaz,
Tudo que te faz!
Dos mares meridionais,
Que navegas sempre mais,
Olha o céu e os sinais!
Paralelo sul do cais,
Um porto de amor e ais,
Um sonho sem reais,
Retocas a tua paz!
À procura dos sinais
De fogo e temporais
Onde nasce e onde jaz,
Tudo que te faz!
Ponto Ge
Você é o sal do mar e o sol da terra;
É estrela da vida e da guerra;
Você é errante, um bom amante!
Já viu bastante!
Você é estrangeiro, um forasteiro...
Um brasileiro!
Você é horizonte e fuso,
Que domina o luso!
Você é simples e profundo,
De lago ou mar do mundo!
Você é café, pão e manhã,
É um sorriso, um beijo, um afã!
É estrela da vida e da guerra;
Você é errante, um bom amante!
Já viu bastante!
Você é estrangeiro, um forasteiro...
Um brasileiro!
Você é horizonte e fuso,
Que domina o luso!
Você é simples e profundo,
De lago ou mar do mundo!
Você é café, pão e manhã,
É um sorriso, um beijo, um afã!
Poesia
Poesia não chora,
E faz chorar;
Porque
Te decora!
Poesia não ama,
E faz amar;
Porque
Te inflama!
Poesia não sente,
E faz sentir:
Porque
Te mente!
E faz chorar;
Porque
Te decora!
Poesia não ama,
E faz amar;
Porque
Te inflama!
Poesia não sente,
E faz sentir:
Porque
Te mente!
domingo, 5 de junho de 2011
ONÍRICO
É NO DESCANSO PROFUNDO,
QUE VEJO TODO MEU MUNDO,
DO LIMPO, SUJO E IMUNDO...
UM CAMPO MINADO E SEM FUNDO!
MERGULHO E VOLTO - AFUNDO!
E QUANDO ACORDO, FECUNDO!
QUE VEJO TODO MEU MUNDO,
DO LIMPO, SUJO E IMUNDO...
UM CAMPO MINADO E SEM FUNDO!
MERGULHO E VOLTO - AFUNDO!
E QUANDO ACORDO, FECUNDO!
Espirais
Foi aquela canção que ouvi,
Que me fez ver abertamente,
Todos os moinhos de vento,
Que giram pela sua mente!
E como espirais de infinitos,
Lá nos anéis de Saturno,
Circulam feixes luminosos,
Marcando o tempo taciturno!
São também os carrosséis,
No parque alegres a rodar,
E como os balões de carnaval,
Alegóricos no céu a brilhar!
E nos relógios que marcam tempo,
Relativas vidas circulam,
Giram, andam, voam, retornam...
Fazem ciclos que se regulam!
terça-feira, 31 de maio de 2011
Mortos Mitos
Quantas belas Medusas eu encontrei?
O número de pedras que me tornei.
E de tantos Midas que dispensei,
De todo ouro que já toquei!
Quisera fossem os Olimpos que penetrei;
Paisagens lindas, celestes que me deixei!
Ou,
Os Abismos de Hades onde chorei?
De Hercúleos homens me apaixonei,
E parte deles eu conquistei...
A outra parte eu dominei;
E numa parte deles eu me incendiei!
Se eles pensam o mesmo, eu não sei!
Quimeras e muitos mitos eu já criei,
E alegrias normais eu sacrifiquei,
Penélope e Ulissses imaginei,
Eu, ele e um tear, que desmanchei!
E...
De todo fantástico mundo que eu sonhei,
Restaram apenas ruínas, que derrubei!
O real, cru e cruel eu enxerguei:
E quis ser como a vida que sepultei,
E vi que é belo também, o que matei!
Ao nascer de novo, pro novo que retornei,
Sem mito ou lenda, é o que terei,
Insano, verdadeiro, ou fora da lei!
Não há Hidra ou herói que adorarei...
Do meu Delfos sem sal eu só serei,
A mulher comum, como a que eu sei!
O número de pedras que me tornei.
E de tantos Midas que dispensei,
De todo ouro que já toquei!
Quisera fossem os Olimpos que penetrei;
Paisagens lindas, celestes que me deixei!
Ou,
Os Abismos de Hades onde chorei?
De Hercúleos homens me apaixonei,
E parte deles eu conquistei...
A outra parte eu dominei;
E numa parte deles eu me incendiei!
Se eles pensam o mesmo, eu não sei!
Quimeras e muitos mitos eu já criei,
E alegrias normais eu sacrifiquei,
Penélope e Ulissses imaginei,
Eu, ele e um tear, que desmanchei!
E...
De todo fantástico mundo que eu sonhei,
Restaram apenas ruínas, que derrubei!
O real, cru e cruel eu enxerguei:
E quis ser como a vida que sepultei,
E vi que é belo também, o que matei!
Ao nascer de novo, pro novo que retornei,
Sem mito ou lenda, é o que terei,
Insano, verdadeiro, ou fora da lei!
Não há Hidra ou herói que adorarei...
Do meu Delfos sem sal eu só serei,
A mulher comum, como a que eu sei!
EIRAS E BEIRAS
Uma rua,
Uma nua,
Uma lua,
FRONTEIRAS!
Um rio,
Um cio,
Um fio,
BARREIRAS!
Um sonho,
Um conto,
Um banho,
MANEIRAS!
Um dia,
Uma alegria,
Uma orgia,
BESTEIRAS!
Um tchau,
Um legal,
Um sinal,
TERÇAS-FEIRAS!
Uma nua,
Uma lua,
FRONTEIRAS!
Um rio,
Um cio,
Um fio,
BARREIRAS!
Um sonho,
Um conto,
Um banho,
MANEIRAS!
Um dia,
Uma alegria,
Uma orgia,
BESTEIRAS!
Um tchau,
Um legal,
Um sinal,
TERÇAS-FEIRAS!
quinta-feira, 26 de maio de 2011
A Marítima Mente
No límpido mar que navegas;
Do aquoso espelho que enxergas;
À deriva em meio às pragas;
Na imensidão do mar sem regras;
Flutuas como as naus gregas;
À espreita de novas drogas!
No cristalino céu que reflitas;
Do fabuloso mundo que habitas;
À marina em meio às aflitas;
Na silenciosa paz que meditas;
Manobras de longe as malditas;
À busca de praias bonitas!
No marítimo oceano sem flores;
Do misterioso mítico em cores;
À flutuação em meio aos amores;
Na épica do mar sem rumores;
Ancoras sem medo tuas dores;
À vista de sol e sabores!
Do aquoso espelho que enxergas;
À deriva em meio às pragas;
Na imensidão do mar sem regras;
Flutuas como as naus gregas;
À espreita de novas drogas!
No cristalino céu que reflitas;
Do fabuloso mundo que habitas;
À marina em meio às aflitas;
Na silenciosa paz que meditas;
Manobras de longe as malditas;
À busca de praias bonitas!
No marítimo oceano sem flores;
Do misterioso mítico em cores;
À flutuação em meio aos amores;
Na épica do mar sem rumores;
Ancoras sem medo tuas dores;
À vista de sol e sabores!
domingo, 15 de maio de 2011
Menino de Rua
Um domingo comum,
Era um dia normal,
E no chão restava um,
Em posição fetal!
Num pedaço de pano,
Um menino encoberto,
Como dorme todo ano,
Sempre a céu aberto!
Seguindo seus caminhos,
Pessoas passam por ele,
Como pássaros em ninhos,
Ninguém repara naquele!
No calçadão da praia,
O menino ali dormia,
Era mais uma vaia,
De tudo que corria...
E, em sonhos se perdia,
Dormindo assim simplesmente,
Nas lembranças, na alegria,
De uma imagem inconsciente!
E recostado no abrigo,
Era mais um cachorro,
Esperando seu amigo,
Que descia lá do morro!
E dorme o sonho dos justos,
O menino agora perdido,
No céu correto dos bustos,
Em mais um dia sofrido!
Sem escola, sem família,
Menino órfão, de rua,
Sozinho nesta ilha,
E os olhos fechando a lua!
sexta-feira, 6 de maio de 2011
quinta-feira, 28 de abril de 2011
AMOR
Que coisa é essa?
Uma ideia universal!
Uma busca sem limites,
De algo bem normal.
Querem ricos, querem pobres,
Também os reis e os plebeus!
Gente de toda cor;
Até quem não crê em Deus.
É pauta de toda a história
Está na música, poesia e arte;
Na mente de loucos e santos;
Pessoas de toda a parte.
Não escolhe lugar ou idade,
É atemporal, onipresente...
Um dia todo mundo conhece,
Não há quem argumente!
Seu manifesto é versátil,
De um querer incansável;
Não se traduz com a razão,
O sentimento inexplicável.
Pode ser materno ou de amigo,
Profundo, lindo ou divinal;
Também é carnal ou fraterno,
Uma experiência sem igual!
Traduzido em mil palavras,
Isso tudo é um ardor!
Versado em todos as línguas,
Perfeito e mágico amor!
Uma ideia universal!
Uma busca sem limites,
De algo bem normal.
Querem ricos, querem pobres,
Também os reis e os plebeus!
Gente de toda cor;
Até quem não crê em Deus.
É pauta de toda a história
Está na música, poesia e arte;
Na mente de loucos e santos;
Pessoas de toda a parte.
Não escolhe lugar ou idade,
É atemporal, onipresente...
Um dia todo mundo conhece,
Não há quem argumente!
Seu manifesto é versátil,
De um querer incansável;
Não se traduz com a razão,
O sentimento inexplicável.
Pode ser materno ou de amigo,
Profundo, lindo ou divinal;
Também é carnal ou fraterno,
Uma experiência sem igual!
Traduzido em mil palavras,
Isso tudo é um ardor!
Versado em todos as línguas,
Perfeito e mágico amor!
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Morte
À espera iminente,
A dor pungente,
Um coma comovente,
Uma morte diferente!
É ver-se morrer;
E impotente ceder;
Um triste adoecer;
Uma bactéria com poder!
O tempo certo, é incerto,
O dia da partida em aberto,
Um calendário secreto,
Uma certeza, um acerto!
A dor pungente,
Um coma comovente,
Uma morte diferente!
É ver-se morrer;
E impotente ceder;
Um triste adoecer;
Uma bactéria com poder!
O tempo certo, é incerto,
O dia da partida em aberto,
Um calendário secreto,
Uma certeza, um acerto!
Drama
Impotente, paralítico, em coma;
Descrente, acrítico, sem alma;
Doente, epilético, na forma;
Paciente, analítico, em suma;
Ah! Esse amor!
Está morrendo,
Está perdendo,
Todo o calor!
Um dia fora:
Potente, atlético, na forma;
Crescente, crítico, com alma;
Presente, prático, em suma;
Somente sádico, na cama!
Descrente, acrítico, sem alma;
Doente, epilético, na forma;
Paciente, analítico, em suma;
Ah! Esse amor!
Está morrendo,
Está perdendo,
Todo o calor!
Um dia fora:
Potente, atlético, na forma;
Crescente, crítico, com alma;
Presente, prático, em suma;
Somente sádico, na cama!
terça-feira, 12 de abril de 2011
Amor x Ódio
Foi por te amar demais
Que me esqueci,
Deixei os sonhos pra trás,
Quase morri!
Foi por te odiar demais
Que me lembrei,
Deixei os medos fatais
Quase parei!
Foi por te amar demais
Que me perdi,
Deixei as coisas reais
Quase sofri!
Foi por te odiar demais
Que me achei,
Deixei os fatos normais,
Quase sonhei!
Foi por te amar demais
Que me despi,
Deixei os mitos banais,
Quase vivi!
Foi por te odiar demais
Que me amei,
Deixei as coisas virtuais,
Quase chorei!
Te amei,
Te odiei,
Me odiei,
Me amei,
Hoje zerei!
Que me esqueci,
Deixei os sonhos pra trás,
Quase morri!
Foi por te odiar demais
Que me lembrei,
Deixei os medos fatais
Quase parei!
Foi por te amar demais
Que me perdi,
Deixei as coisas reais
Quase sofri!
Foi por te odiar demais
Que me achei,
Deixei os fatos normais,
Quase sonhei!
Foi por te amar demais
Que me despi,
Deixei os mitos banais,
Quase vivi!
Foi por te odiar demais
Que me amei,
Deixei as coisas virtuais,
Quase chorei!
Te amei,
Te odiei,
Me odiei,
Me amei,
Hoje zerei!
A Idéia
Ilumina à mente e ascende em forma;
Desenha a palavra e a norma;
Imagina a cor e a torna,
Uma idéia pronta que se adorna!
Nunca é perfeita, nunca é completa;
Se pensa de um jeito que a afeta;
Volta à idéia, inspira, completa,
Melhorada, esculpida e concreta!
A cabeça que pensa cria;
A mão que a esquenta, esfria;
O espaço que habita é dia,
A ideia em si - fantasia!
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Liberdade
Só se dá o que se tem;
E mesmo, a quem convém
Se és livre, ou és refém;
E mesmo a um outro alguém,
Se terá o que convém!
Se ninguém é de ninguém;
E até mesmo no álém
Se trará o que mantém;
E mesmo quando o bem;
Se parece um vai-e-vem!
E mesmo, a quem convém
Se és livre, ou és refém;
E mesmo a um outro alguém,
Se terá o que convém!
Se ninguém é de ninguém;
E até mesmo no álém
Se trará o que mantém;
E mesmo quando o bem;
Se parece um vai-e-vem!
Palavra Imantada
Ontem me achou uma palavra,
Tão bonita, encantada,
Tão singela e protegida,
Parecia imantada!
Assim mesmo, diz Herculano:
Imantado como o poema,
Da foto sua estranha,
Me trouxe a idéia plena,
Se se imanta o que se guarda,
E, se esconde numa imagem,
É pra guardar de fato,
O segredo da viagem!
Imanta-se o lar e o mar;
Imanta-se o ferro e a dor;
Imanta-se o brilho e o par;
Imanta-se o filho e o amor!
Tão bonita, encantada,
Tão singela e protegida,
Parecia imantada!
Assim mesmo, diz Herculano:
Imantado como o poema,
Da foto sua estranha,
Me trouxe a idéia plena,
Se se imanta o que se guarda,
E, se esconde numa imagem,
É pra guardar de fato,
O segredo da viagem!
Imanta-se o lar e o mar;
Imanta-se o ferro e a dor;
Imanta-se o brilho e o par;
Imanta-se o filho e o amor!
Submissão
Aceite tudo!
Até meus defeitos
Fique mudo!
Parecem perfeitos.
Não mexa aí!
Isso é pra ti!
Não toque em nada!
nem nas minhas feridas...
Aguente minhas floridas!
Como uma alma penada!
Até meus defeitos
Fique mudo!
Parecem perfeitos.
Não mexa aí!
Isso é pra ti!
Não toque em nada!
nem nas minhas feridas...
Aguente minhas floridas!
Como uma alma penada!
Poema do Infinito
O poema do infinito,
Não é assim tão bonito,
Porque não é de vento.
E nem é sideral;
Não viaja pelo tempo,
E nem é celestial!
O poema do infinito
Não é assim tão bonito,
Porque não é da lua,
E nem é multiverso,
Não está em qualquer rua,
E nem é perverso!
O poema do infinito,
Não é assim tão bonito,
Porque não é convincente,
E nem é hipotético,
Não habita toda mente,
E nem é profético!
Não é assim tão bonito,
Porque não é de vento.
E nem é sideral;
Não viaja pelo tempo,
E nem é celestial!
O poema do infinito
Não é assim tão bonito,
Porque não é da lua,
E nem é multiverso,
Não está em qualquer rua,
E nem é perverso!
O poema do infinito,
Não é assim tão bonito,
Porque não é convincente,
E nem é hipotético,
Não habita toda mente,
E nem é profético!
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Estranhos
Não vejo mais esperança,
Pra ti, pra mim, pra nós dois,
Juntos há uma semelhança,
Não sabemos o que vem depois.
Não vejo mais confiança,
Em você, em mim, neste par,
Juntos há uma balança,
Não temos a lua e o mar.
Não vejo mais a mudança,
De mim,de ti, deste duo,
Juntos há uma herança,
Não pensamos no recuo.
Não vejo mais lembrança,
Contigo, comigo, ou a sós,
Juntos a fala é mansa.
Não sonhamos sobre o pós!
Pra ti, pra mim, pra nós dois,
Juntos há uma semelhança,
Não sabemos o que vem depois.
Não vejo mais confiança,
Em você, em mim, neste par,
Juntos há uma balança,
Não temos a lua e o mar.
Não vejo mais a mudança,
De mim,de ti, deste duo,
Juntos há uma herança,
Não pensamos no recuo.
Não vejo mais lembrança,
Contigo, comigo, ou a sós,
Juntos a fala é mansa.
Não sonhamos sobre o pós!
Ontoprojeto
Quando em ti me perco,
Te tenho,
Quando desapareces em mim,
Desenho!
Numa química volátil
Inflama a flama
Queima, explode,
Jorra a chama!
É um encaixe tângramico
Duas partes compatíves,
A peça tua, encontra a minha,
Como engranagens infalíveis!
Nossa engenharia é perfeita,
Um plano aberto, estruturado,
Cálculo de altura e efeito,
Um arranha-céu flexionado!
Corpos
É no teu corpo que descubro,
Tudo aquilo que encubro,
Que de aberto se faz rubro.
Um chão de efeito e lânguidez,
À meia-luz conduz à rapidez,
É o dia do meu dia, é minha vez.
O prazer que se pede -Faz!
Se repete, se consagra, mas,
Em meu corpo que respira, jaz.
Sonho, como, te devoro,
Acordo, volto e não demoro,
Repete a cena, te decoro!
quinta-feira, 17 de março de 2011
À Hepathya
Estudos perfeitos em tempos difíceis,
Ideias ilógicas por medos e dogmas,
Santos malucos e Deuses incríveis,
Filósofos poucos, batalhas e normas.
Geométricas formas de eras passadas,
Arquivos secretos de bibliotecas perdidas,
Escritos guardados de Alexandrinas amadas,
Teorias ousadas de figuras caídas.
Sábias palavras de mulheres pensantes,
Conselhos partidos de almas simétricas,
Circulares elipses de teses errantes,
Teorias caladas por crenças herméticas.
Hepáticas múmias, as Helenas elípticas,
Mutiladas maneiras de mentes robóticas
Cristãs, judias, pagãs... vadias acríticas,
Frágeis objetos às futuras neuróticas.
Amores, amigos, ministros e Orestes,
Homens ouvintes e alunos sonhantes
Ferinos escravos e cuidados sem vestes
Feitos heróis, de Hepathya, os amantes!
Poema de Saudade
Me pediste um poema
Que falasse de saudade,
e pensei muito, de verdade!
Foi quase um dilema.
Saudade não tem sema
A não ser a tua vontade,
É o Português e uma vaidade!
A falta de qualquer tema.
Desenhada a poesia
De quem sente a tal saudade,
Minha Pupila Sofia!
Está feita a tua vontade.
Que falasse de saudade,
e pensei muito, de verdade!
Foi quase um dilema.
Saudade não tem sema
A não ser a tua vontade,
É o Português e uma vaidade!
A falta de qualquer tema.
Desenhada a poesia
De quem sente a tal saudade,
Minha Pupila Sofia!
Está feita a tua vontade.
quinta-feira, 10 de março de 2011
IR e VIR
Vem Abril, é o meu aniversário,
Vem você de longe pra me ver,
No aeroporto, não estarei no horário,
Mas corro e chego pra te querer.
Vem a noite, vem o nosso encontro,
A sedução, o jantar, a nossa cama,
A união de dois corpos, num confronto,
A lânguidez e a energia de quem ama.
Vem o adeus, o dia da partida,
A noite é triste e longa, sem luar,
A dor no peito, está no leito tua ida,
E novamente vais, e não sei se vai voltar.
Vem você de longe pra me ver,
No aeroporto, não estarei no horário,
Mas corro e chego pra te querer.
Vem a noite, vem o nosso encontro,
A sedução, o jantar, a nossa cama,
A união de dois corpos, num confronto,
A lânguidez e a energia de quem ama.
Vem o adeus, o dia da partida,
A noite é triste e longa, sem luar,
A dor no peito, está no leito tua ida,
E novamente vais, e não sei se vai voltar.
Amores opostos
A mim, dói a alma e machuca tudo;
Você, reclama e não entende,
Me ataca, inflama e não se rende,
Depois desgasta e fica mudo!
A mim, caem todos os defeitos,
Os teus, os meus e os do além,
Você enxerga demais, vê outro alguém,
Depois retoca, uma mágica de efeitos!
A mim, contemplam todas as dores;
As tuas, as minhas e todas as que virão...
Pedras agudas, no teu corpo e no meu coração,
Depois de invisíveis, aparecem de várias cores!
Você, reclama e não entende,
Me ataca, inflama e não se rende,
Depois desgasta e fica mudo!
A mim, caem todos os defeitos,
Os teus, os meus e os do além,
Você enxerga demais, vê outro alguém,
Depois retoca, uma mágica de efeitos!
A mim, contemplam todas as dores;
As tuas, as minhas e todas as que virão...
Pedras agudas, no teu corpo e no meu coração,
Depois de invisíveis, aparecem de várias cores!
Espera
Quando te vejo, não quero só um "oi",
E, não quero lembrar porque foi;
Quero a saudação autêntica,
De quem espera com saudade,
Não precisa ser a minha, ou idêntica,
Basta que seja sua, de verdade!
Quando me escreves, podes dizer "eu te amo!"
Não faz mal a você, nem a mim que te chamo:
De "meu amor", de "meu bem", "minha alegria",
Esqueça as coisas passadas, viva o agora!
Saudemo-nos com paixão e harmonia,
O sentimento que vem de dentro pra fora.
Quando lembrarmos de tudo isso, e rindo...
Num futuro, próximo e distante que está vindo,
Saberemos que foi só uma provação.
De nossas cabeças feito pedra-dura,
de tão iguais na mente e na razão,
Brindaremos juntos à paixão pura!
E, não quero lembrar porque foi;
Quero a saudação autêntica,
De quem espera com saudade,
Não precisa ser a minha, ou idêntica,
Basta que seja sua, de verdade!
Quando me escreves, podes dizer "eu te amo!"
Não faz mal a você, nem a mim que te chamo:
De "meu amor", de "meu bem", "minha alegria",
Esqueça as coisas passadas, viva o agora!
Saudemo-nos com paixão e harmonia,
O sentimento que vem de dentro pra fora.
Quando lembrarmos de tudo isso, e rindo...
Num futuro, próximo e distante que está vindo,
Saberemos que foi só uma provação.
De nossas cabeças feito pedra-dura,
de tão iguais na mente e na razão,
Brindaremos juntos à paixão pura!
Onde eu... você!
Onde sou amor, você é mais!
Onde sou tua luz, você minha paz!
Onde sou frágil, você fortaleza.
Onde sou dúvida, você certeza!
Onde sou triste, você conhece.
Onde sou dia, você anoitece.
Onde sou vida, você alimento
Onde sou calor, você sentimento.
Onde sou simples, você complexo.
Onde sou lasciva, você é sexo.
Onde me encontro, você também.
Onde te encontro, você provém.
Onde há letra, você imagem.
Onde há poema, você viagem.
Onde habita em mim... o seu amor?
Onde habita em ti? Você há de compor...
Onde sou tua luz, você minha paz!
Onde sou frágil, você fortaleza.
Onde sou dúvida, você certeza!
Onde sou triste, você conhece.
Onde sou dia, você anoitece.
Onde sou vida, você alimento
Onde sou calor, você sentimento.
Onde sou simples, você complexo.
Onde sou lasciva, você é sexo.
Onde me encontro, você também.
Onde te encontro, você provém.
Onde há letra, você imagem.
Onde há poema, você viagem.
Onde habita em mim... o seu amor?
Onde habita em ti? Você há de compor...
Por que te amo?
Porque te amar é paz;
Porque teu amor me faz,
Ser além, do mar, do cais...
É forte, não é fugaz!
Porque te amar é ideal;
Porque teu amor me faz natural,
Ser além, do sol, do céu, divinal...
É justo, não é temporal.
Porque te amar é quente;
Porque teu amor me sente,
Ser além, do espaço, do tempo, da mente...
É simples, não é frequente!
Porque teu amor me faz,
Ser além, do mar, do cais...
É forte, não é fugaz!
Porque te amar é ideal;
Porque teu amor me faz natural,
Ser além, do sol, do céu, divinal...
É justo, não é temporal.
Porque te amar é quente;
Porque teu amor me sente,
Ser além, do espaço, do tempo, da mente...
É simples, não é frequente!
Vitral
Sou pra ti o melhor!
Não o melhor que se possa ser,
Mas o melhor que há em ti, que vês em mim,
Com os teus espelhos d´alma!
Espelhos que outrora foram riscados, criando imagens distorcidas
Espelhos que já estiveram embaçados,
Ocultando a imagem escondida,
O sol apareceu! Iluminou teus arranhões...
Desembaçou teu vidro...
A luz que te ilumina e que deixaste entrar reflete tuas idéias,
Daquilo que queira ver;
E lá, no outro lado do espelho, tudo pode aparecer,
Às lentes de quem captura!
O foco da beleza que já soubera, existir,
Mas que ficava presa a outras imagens.
É o teu olhar!
Não o melhor que se possa ser,
Mas o melhor que há em ti, que vês em mim,
Com os teus espelhos d´alma!
Espelhos que outrora foram riscados, criando imagens distorcidas
Espelhos que já estiveram embaçados,
Ocultando a imagem escondida,
O sol apareceu! Iluminou teus arranhões...
Desembaçou teu vidro...
A luz que te ilumina e que deixaste entrar reflete tuas idéias,
Daquilo que queira ver;
E lá, no outro lado do espelho, tudo pode aparecer,
Às lentes de quem captura!
O foco da beleza que já soubera, existir,
Mas que ficava presa a outras imagens.
É o teu olhar!
sexta-feira, 4 de março de 2011
Pra Você
Pra você sou êxtase e tormento,
Uma explosão a cada momento,
Vísceras, fleugma e lamento.
Pra você sou bella e inteligente,
Mas não o suficiente,
A ação que comanda a mente.
Pra você sou presença e ilusão,
De uma eterna confusão,
Que incendeia o fogo da tua paixão.
Pra você sou sem crítica,
Mas não quando era mítica,
Uma Penélope paralítica.
Pra você posso ser tantas,
De loucas, poucas e até santas,
De todas, a que mais encantas!
Uma explosão a cada momento,
Vísceras, fleugma e lamento.
Pra você sou bella e inteligente,
Mas não o suficiente,
A ação que comanda a mente.
Pra você sou presença e ilusão,
De uma eterna confusão,
Que incendeia o fogo da tua paixão.
Pra você sou sem crítica,
Mas não quando era mítica,
Uma Penélope paralítica.
Pra você posso ser tantas,
De loucas, poucas e até santas,
De todas, a que mais encantas!
Como Seria?
Como seria se pudéssemos apagar
os erros, e voltar de novo?
...seria tudo perfeito, e refeito,
como restaurar um ovo!
Como seria amar e deixar de amar,
a quem tanto amamos e nos fere?
...seria como olhar no espelho,
e não se reconhecer, na própria pele!
Como seria nascer, viver, morrer,
para então, depois renascer?
...seria como dizem muitos que não têm fé,
nunca ninguém voltou pra dizer!
os erros, e voltar de novo?
...seria tudo perfeito, e refeito,
como restaurar um ovo!
Como seria amar e deixar de amar,
a quem tanto amamos e nos fere?
...seria como olhar no espelho,
e não se reconhecer, na própria pele!
Como seria nascer, viver, morrer,
para então, depois renascer?
...seria como dizem muitos que não têm fé,
nunca ninguém voltou pra dizer!
A Descoberta
Eras o amigo, o amante, o amor;
E eu, o anjo doce, vaporoso...
Uma combinação de almas, seja o que for,
A química do líquido, sólido, gasoso.
A nossa insígnia era uma fórmula,
O encontro não cronológico,
Sintonia fina, essência cósmica,
Uma desígnia, de carma astrológico.
Uma Odisséia de telas e mitos,
A descoberta do que não tem preço,
A fantasia incendiava o rito,
O êxtase do gozo em excesso!
E eu, o anjo doce, vaporoso...
Uma combinação de almas, seja o que for,
A química do líquido, sólido, gasoso.
A nossa insígnia era uma fórmula,
O encontro não cronológico,
Sintonia fina, essência cósmica,
Uma desígnia, de carma astrológico.
Uma Odisséia de telas e mitos,
A descoberta do que não tem preço,
A fantasia incendiava o rito,
O êxtase do gozo em excesso!
Encontro
Sozinhos num dia cheio,
eu e você nos perdemos,
são os tempos que queremos,
e o encontro ficou no meio.
Eu, do lado de cá, te miro,
Você, do lado de lá, me pensa,
Eu, desse lado do rio, me viro,
Você, do outro lado da margem, compensa!
O que nos salva?
...mensagens, idéias e prazeres,
Ah! Se não fosse a tecnologia,
eu, você e outros seres!
eu e você nos perdemos,
são os tempos que queremos,
e o encontro ficou no meio.
Eu, do lado de cá, te miro,
Você, do lado de lá, me pensa,
Eu, desse lado do rio, me viro,
Você, do outro lado da margem, compensa!
O que nos salva?
...mensagens, idéias e prazeres,
Ah! Se não fosse a tecnologia,
eu, você e outros seres!
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Astral do Amor
Lua de prata, divinal
Ilumina minha noite terrestre!
Traga meu amor, pelas asas
de Mercúrio
E diga à poderosa Afrodite
Para abençoar este amor
Uraniano, galáctico, sintonizado...
de Vênus!
Que Saturno, senhor de todos os tempos
Permaneça imóvel ante o desejo plutônico;
E que o fogo de Marte nos dê iniciativa
para incendiar a fogueira da paixão,
de Sol, de paz, de alegria...
Diariamente
Diariamente...
Pra jantar a dois
Pra dormir juntinho,
Pra acordar depois.
Diariamente...
Pra poemas e fotos,
Imagens e letras,
Sentimentos utópicos.
Diariamente...
Pra perto e distante
Brasil ou Itália
O melhor é o instante.
Diariamente...
Beijos, carícias, olhares,
No amor, vivemos a glória,
Por ele, cruzamos os mares.
Diariamente...
Gestos, dizeres profundos,
Cuidamos um do outro,
Unimos os dois mundos!
Pra jantar a dois
Pra dormir juntinho,
Pra acordar depois.
Diariamente...
Pra poemas e fotos,
Imagens e letras,
Sentimentos utópicos.
Diariamente...
Pra perto e distante
Brasil ou Itália
O melhor é o instante.
Diariamente...
Beijos, carícias, olhares,
No amor, vivemos a glória,
Por ele, cruzamos os mares.
Diariamente...
Gestos, dizeres profundos,
Cuidamos um do outro,
Unimos os dois mundos!
No Final
Triste fim, triste sim.
Triste é a dor, no fim.
Triste a vida, vivida enfiim,
Triste tua vida sem mim!
Triste recomeço, que não conheço,
Triste o lance do arremesso,
Triste coisa sem avesso
Triste tudo que desconheço.
Triste de quem vai à deriva...
Triste morrer- nascer... - reviva!
Triste de quem estiva,
Triste e bela a Diva.
Triste é a dor, no fim.
Triste a vida, vivida enfiim,
Triste tua vida sem mim!
Triste recomeço, que não conheço,
Triste o lance do arremesso,
Triste coisa sem avesso
Triste tudo que desconheço.
Triste de quem vai à deriva...
Triste morrer- nascer... - reviva!
Triste de quem estiva,
Triste e bela a Diva.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Se partires...
Se partires...
Partirá também meu coração.
Se partires...
Partirá também teu coração.
Se partires...
Levarás contigo, um pouco de mim
e deixarás comigo um pouco de ti.
Se partires...
Não será o fim.
Mas o começo de uma grande busca
Se partires...
Deixarás saudade
E não haverá verdade
Em nossos corações.
Se partires...
Serás o mar sem limites
E me deixarás à deriva.
Se partires....
Tirarás de mim esta função
De deixar-te....partir
Partirá também meu coração.
Se partires...
Partirá também teu coração.
Se partires...
Levarás contigo, um pouco de mim
e deixarás comigo um pouco de ti.
Se partires...
Não será o fim.
Mas o começo de uma grande busca
Se partires...
Deixarás saudade
E não haverá verdade
Em nossos corações.
Se partires...
Serás o mar sem limites
E me deixarás à deriva.
Se partires....
Tirarás de mim esta função
De deixar-te....partir
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Você
você me come por dentro
você me morde por fora
você me devora o fígado
você me frita no vento.
você me reinventa
você me captura
você me incendeia
você me espaventa.
você me beija o rosto,
você me abre o corpo
você me faz seguro,
você me traz o porto.
você me morde por fora
você me devora o fígado
você me frita no vento.
você me reinventa
você me captura
você me incendeia
você me espaventa.
você me beija o rosto,
você me abre o corpo
você me faz seguro,
você me traz o porto.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Universo
Alguma coisa neste universo me tem disperso..
é uma coisa que está além, que vai e vem...
e que me tem!
Alguma coisa neste universo me traz encanto,
é uma coisa que está acima, que é divina,
e que me fascina!
Alguma coisa neste universo me faz pergunta...
é uma coisa que está pra mim, que não tem fim,
me perturba assim!
é uma coisa que está além, que vai e vem...
e que me tem!
Alguma coisa neste universo me traz encanto,
é uma coisa que está acima, que é divina,
e que me fascina!
Alguma coisa neste universo me faz pergunta...
é uma coisa que está pra mim, que não tem fim,
me perturba assim!
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Uma Mulher
Uma mulher que sonha é criança,
Uma mulher que ama é mansa,
Uma mulher que come é lança.
Uma mulher que corre te cansa.
Uma mulher que trabalha é capaz,
Uma mulher que sente é paz,
Uma mulher que pari é tenaz,
Uma mulher que goza te faz!
Uma mulher que fala é feroz,
Uma mulher que odeia é atroz,
Uma mulher que cai é foz,
Uma mulher que beija-te a sós...
Uma mulher que ama é mansa,
Uma mulher que come é lança.
Uma mulher que corre te cansa.
Uma mulher que trabalha é capaz,
Uma mulher que sente é paz,
Uma mulher que pari é tenaz,
Uma mulher que goza te faz!
Uma mulher que fala é feroz,
Uma mulher que odeia é atroz,
Uma mulher que cai é foz,
Uma mulher que beija-te a sós...
No tempo
E hoje tão longe assim, vives sem mim,
Te procuro no mar, na lua, na rua, no fim,
Vives a vida de perto, mas nao é certo,
Te vejo daqui, coberto, incerto, aberto.
E ontem viveu tanto amor, um frescor.
Te sentia no ar, sem dor, rancor, só ardor.
Amavas mais a idéia de amar, do que amar
Te guardei na mente, um mar, sonar, sonhar.
E amanha que será de ti, que haverá de ser?
Te trarei dor, por haver, por ser, por esquecer?
Partirá sem dizer palavra, escrita, lida ou ouvida?
Te lembrarás das prolixas, indas ,vindas, vividas...?
Te procuro no mar, na lua, na rua, no fim,
Vives a vida de perto, mas nao é certo,
Te vejo daqui, coberto, incerto, aberto.
E ontem viveu tanto amor, um frescor.
Te sentia no ar, sem dor, rancor, só ardor.
Amavas mais a idéia de amar, do que amar
Te guardei na mente, um mar, sonar, sonhar.
E amanha que será de ti, que haverá de ser?
Te trarei dor, por haver, por ser, por esquecer?
Partirá sem dizer palavra, escrita, lida ou ouvida?
Te lembrarás das prolixas, indas ,vindas, vividas...?
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Le persone Grandi (presente de Monica Aqcardo)
Le persone grandi non sanno di esserlo.
Arrivano nella vita degli altri e la iluminano.
Hanno coraggio anche quando tremono di paura,
e vivono la vita sempre fino in fondo.
Sanno quello che dicono e parlono solo col cuore.
Cadono spesso e quando si rialzono sorridono.
Si perdono e si ritrovono perchè
hanno un rispetto incommensurabile per la vita.
Non si arrendono e sono tenaci senza dirlo.
Vincono e perdono con lo stesso candore.
Ti guardono e ti aiutano.
Le persone grandi le vedi da lontano...
Sonno in armonia col mondo che le porta sul palmo della mano.
Arrivano nella vita degli altri e la iluminano.
Hanno coraggio anche quando tremono di paura,
e vivono la vita sempre fino in fondo.
Sanno quello che dicono e parlono solo col cuore.
Cadono spesso e quando si rialzono sorridono.
Si perdono e si ritrovono perchè
hanno un rispetto incommensurabile per la vita.
Non si arrendono e sono tenaci senza dirlo.
Vincono e perdono con lo stesso candore.
Ti guardono e ti aiutano.
Le persone grandi le vedi da lontano...
Sonno in armonia col mondo che le porta sul palmo della mano.
Aqui
Endurecida neste silêncio sepulcral,
Me escondo e fujo, é visceral.
Escurecida pela noite anormal,
Me deito e durmo, é imperial.
Enrijecida no deserto colossal
Me perco e sumo, é ancestral.
Esquecida neste mundo atemporal
Me escorre a vida...é irreal!
Me escondo e fujo, é visceral.
Escurecida pela noite anormal,
Me deito e durmo, é imperial.
Enrijecida no deserto colossal
Me perco e sumo, é ancestral.
Esquecida neste mundo atemporal
Me escorre a vida...é irreal!
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Pra ti
Pra ti fiz verso de amor e saudade,
Falava de tudo e até amenidade,
Sintonia embalada de verdade!
Pra ti entreguei tudo de meu mundo,
Contava o segredo mais profundo,
Sentimento que vinha lá do fundo.
Pra ti dei amor e carícia,
Adorava teu olhar de malícia,
Noite e dia de lascívia.
Pra ti acordei por inteira,
Adorava fazer tudo a tua maneira,
Cama, mesa, banho e feira.
Pra ti contei e recontei histórias,
Pensava te proteger das memórias,
Futilidade de coisa aleatória.
Pra ti fui fantasia e emoção,
Menosprezava a ira e a ilusão.
Confiança partida, conspiração.
Falava de tudo e até amenidade,
Sintonia embalada de verdade!
Pra ti entreguei tudo de meu mundo,
Contava o segredo mais profundo,
Sentimento que vinha lá do fundo.
Pra ti dei amor e carícia,
Adorava teu olhar de malícia,
Noite e dia de lascívia.
Pra ti acordei por inteira,
Adorava fazer tudo a tua maneira,
Cama, mesa, banho e feira.
Pra ti contei e recontei histórias,
Pensava te proteger das memórias,
Futilidade de coisa aleatória.
Pra ti fui fantasia e emoção,
Menosprezava a ira e a ilusão.
Confiança partida, conspiração.
Inspiração
Normalmente a poesia sai de mim,
Escorre do inicio até o fim,
Distrai a minha insensatez,
Descobre a minha maluquez.
Simplesmente a poesia toma forma,
Constrói a palavra e a norma,
Destrói a ideia de um grafema,
Imprime a emoção do fonema.
Finalmente a poesia cria o mundo,
Inspira a ideia do mais profundo,
Escreve como uma canção,
A palavra que sai do coração.
Escorre do inicio até o fim,
Distrai a minha insensatez,
Descobre a minha maluquez.
Simplesmente a poesia toma forma,
Constrói a palavra e a norma,
Destrói a ideia de um grafema,
Imprime a emoção do fonema.
Finalmente a poesia cria o mundo,
Inspira a ideia do mais profundo,
Escreve como uma canção,
A palavra que sai do coração.
Penélope e Farfala
Eu sou Penélope
Mitos e ritos
De Ulisses e guerras
A vida e o tempo!
Eu sou farfala
Feia lagarta
Casulos e flores
O céu e o inferno!
Eu sou real
Boneca imperfeita
Amores e dores
O mar e o deserto!
Mitos e ritos
De Ulisses e guerras
A vida e o tempo!
Eu sou farfala
Feia lagarta
Casulos e flores
O céu e o inferno!
Eu sou real
Boneca imperfeita
Amores e dores
O mar e o deserto!
domingo, 2 de janeiro de 2011
Quando estou séria, é quando mais não queria estar;
Quando estou triste, é quando mais queria vibrar;
Quando estou alegre, é quando mais me empresto;
Quando estou com raiva, é quando mais detesto!
Quando olho o mar, a perfeição me vem;
Quando olho o céu, é Deus, amém.
Quando olho o sol, é energia pura;
Quando olho a lua, é magia tua!
Quando sinto certos cheiros, busco a infância;
Quando sinto certos gostos, me dão ânsia;
Quando sinto o teu sabor, me invade a lascívia;
Quando sinto o teu ardor, quero carícia!
Quando penso no que escrever, sai tudo feio;
Quando penso o que pensar, vem tudo pelo meio;
Quando não quero pensar, sentir é o melhor caminho;
Quando não quero sentir, a palavra vem de mansinho...
Pra disfarçar sempre quando...
Quando estou triste, é quando mais queria vibrar;
Quando estou alegre, é quando mais me empresto;
Quando estou com raiva, é quando mais detesto!
Quando olho o mar, a perfeição me vem;
Quando olho o céu, é Deus, amém.
Quando olho o sol, é energia pura;
Quando olho a lua, é magia tua!
Quando sinto certos cheiros, busco a infância;
Quando sinto certos gostos, me dão ânsia;
Quando sinto o teu sabor, me invade a lascívia;
Quando sinto o teu ardor, quero carícia!
Quando penso no que escrever, sai tudo feio;
Quando penso o que pensar, vem tudo pelo meio;
Quando não quero pensar, sentir é o melhor caminho;
Quando não quero sentir, a palavra vem de mansinho...
Pra disfarçar sempre quando...
Contigo
Contigo aprendi
Que o tempo é relativo,
Que um dia é uma eternidade,
E, que uma eternidade, é o tempo que nos separa.
Contigo aprendi
Que a sensação do novo é incrível,
Que há sempre uma emoção.
E, que essa emoção é um êxtase de dois corpos!
Contigo aprendi
Que o amor é livre,
Que a liberdade é confiança,
E, que a confiança é o elo que me inspira.
Contigo aprendi
A ver dois inteiros
Que é o homem único,
Que o único em você me fascina
E, que o fascínio é a parte que admiro.
Que o tempo é relativo,
Que um dia é uma eternidade,
E, que uma eternidade, é o tempo que nos separa.
Contigo aprendi
Que a sensação do novo é incrível,
Que há sempre uma emoção.
E, que essa emoção é um êxtase de dois corpos!
Contigo aprendi
Que o amor é livre,
Que a liberdade é confiança,
E, que a confiança é o elo que me inspira.
Contigo aprendi
A ver dois inteiros
Que é o homem único,
Que o único em você me fascina
E, que o fascínio é a parte que admiro.
ESTAÇÃO DO AMOR
Diferente tão completamente
Igualmente convincente
Verdadeiramente eloquente e,
Fantasiosamente displicente
O amor!
Ah, o amor...será aquilo que nos deixa leves como a folha de outono?
Ou, quentes como o sol de verão?
Coloridos como a primavera e intensos como o inverno?
Vivo, durmo e acordo em você todas as estações...leveza, calor, cor e medo,
Existo no calendário do amor! Minha estação é subtropical amorosa!
E a sua? Temperada?
Só não me diga que é árida! Senão, eu nevasca em você...
Pode até haver foggies londrinos em nossas mentes estranhas,
Menos terremotos de amor, que isso pode abalar nossa temporada,
Pode até destruir nosso veraneio
Epigrama do Poema
Pensei uma poesia
Sem palavras
Uma rima diferente
Mas nao é um repente
Pensei então, em números...
Uma fórmula!
Um desenho.
Talvez um teorema,
Mas aí, me dei conta...
Que só sei escrever poema!
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